terça-feira, 18 de agosto de 2015
Conto Inacabado 1#
Ele olhava pela janela, enquanto afiava sua espada, a noite era fria e a lua estava minguante o que deixava o bosque a sua frente com um ar sóbrio, por entre as arvores ele conseguia ver os olhos que os espiavam, alguns era vermelhos como fogo, outros brancos e brilhantes e ao longe os olhos verde esmeralda, aquilo assustaria até os ossos de qualquer pessoa, mas não a ele, ja havia passado por varias vezes por esses momentos, tantos que passou a gostar do ritual que ele mesmo criou, por anos ele subia nos muros e encarava esses olhos enquanto afiava a sua espada prateada como a noite, com uma uma pedra que nunca se gastava, sua lamina era tão afiada que diziam podo der cortar a luz.
Foram tantos anos fazendo a mesma coisa, tantas noites como estas que ja não conseguia dormir mais que 3 horas por dia, sempre entre as 12 e as 14 quando o sol estava em seu auge de brilho.
-Camus o que faz acordado aqui no muro a essa hora?
-Estou observando a noite
-Você precisa dormir
-Não durmo a noite, gosto de aproveita-la enquanto olho para eles
-Eles quem?
-Aqueles que perseguem
Clen olhou para o bosque e não viu nada
-Não existe ninguém aqui te perseguindo, você esta tendo alucinações
-Não meu amigo, você que esta alucinado por eles, por isso não consegue ver, mas esta noite todos verão o que eles são capazes de fazer, enfim chegou o dia
-Dia do que?
-Da minha minha morte, ou da minha vingança.
A festa acontecia, todos estavam felizes depois depois de um ano conturbado cheio de guerras e intervalos para chorar seus mortos.
A musica estava alta incomodando os vizinhos da taberna que acabaram participando por não terem outra opção, afinal a cidade estava em festa, até mesmo crianças e os anciões participavam de tamanho frenesi.
Mesmo assim ele continuava apreenssivo bebeu apenas alguma canecas de cerveja amarga por pressão de seus companheiros, não conseguia para de pensar que aquilo ainda na havia acabado. Tinha sido muito fácil apesar das milhares de baixas no exército e que aquela alegria geral teria fim até o próximo outono.
Até os chamados sábios estavam com a certeza do fim da guerra, e os chamãs profetizavam que teriam 100 anos de paz e prosperidade.
- Camus!!!!!!!! Venha vamos e berber!!!!
O chefe da guarda parou a música para proferir algumas palavras
- Aqui estamos depois de tantas batalhas e tantas tristezas, mas enfim estamos livres!!!!
Um coro de homens ainda equipados com armaduras gritaram em uníssono um brado de urros de alegria.
-Quero deixar aqui o agradecimento a Camus, por ser o homem mais eficiente em combate que temos em nossa guarda e agradecer de que sua espada esta do nosso lado e não dos nossos inimigos!!!
Outros urros foram ouvidos.
Mas Camus continuava calado e apenas levantou sua caneca vazia para que não parecer um mal educado.
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